domingo, 23 de novembro de 2014

Como se imaginam daqui a 5 anos?

   Como se imagina daqui a 5 anos? Esta foi uma das perguntas que tive que responder em uma entrevista de emprego; minha primeira entrevista para trabalhar em uma empresa de grande porte. Consegui a vaga e trabalhei por quase dois anos lá e muitas outras coisas aconteceram.
Esta é uma das poucas perguntas que lembro de entrevistas de empregos, vocês também terão que passar por várias delas até encontrar o emprego que desejam, mas, esta pergunta me impactou e lembro também do que respondi a psicóloga que fazia parte do RH (Recursos Humanos) da empresa.
   Disse a ela que me imaginava formada daqui a 5 anos, tentando conhecer uma nova língua e se possível alcançando objetivos na minha carreira; os anos se passaram e fico feliz que consegui: não fiquei 5 anos lá, mas, passaram-se 5 anos e o que respondi consegui alcançar com esforço, noites mal dormidas, finais de semanas sem sair com os amigos para ler e estudar para as provas e digo a vocês: valeu a pena; tal como Fernando Pessoa diz no poema "Mar Português": "Tudo vale a pena se a alma não é pequena".
   Na verdade, respondi sobre estudos e carreira por se tratar de uma entrevista de emprego, mas, como pessoa, como indivíduo, respondendo esta pergunta a mim mesma responderia de outra forma: Daqui a 5 anos quero ser uma pessoa melhor, mais sábia, mais esforçada, mais compreensiva, mais forte; um diploma ou o sucesso não fazem das pessoas melhores; são elementos que podemos almejar e alcançar, mas, nossa caminhada é muito mais do que carreira, nossa caminhada tem o objetivo de sermos a cada dia alguém melhor.
   Lembro de um professor que tive que era bem severo, um excelente professor, mas um dia  ele disse algo que não concordei: que não queria nos ver num caixa de supermercado, queria nos ver formados. Essa afirmação para mim foi ridícula, não tiro o mérito dele por ter sido um bom professor, não precisamos concordar com tudo para admirar alguém, devemos viver com as diferenças afinal, discordamos até dos nossos pais, namorados e continuamos amando-os, podemos então discordar de alguém e continuar a admirar.
   O fato é que ter um diploma ou estar no caixa de um supermercado não diz nada, o que diz é QUEM SOMOS não nossa vaga de emprego, posso ser uma péssima pessoa com ou sem diploma, num caixa de supermercado ou em uma multinacional, por isso discordei dele ( e neste ano pude reencontra-lo na Diretoria de Ensino em uma palestra de Língua Inglesa, foi muito bom!)
   Gosto de uma frase que um colega meu que leciona Matemática disse: "Não quero meus alunos formados, quero meus alunos felizes". Concordo com ele: claro que quero que alcance o objetivo de vocês, mas quero que acima de tudo sejam boas pessoas, maduras, honestas e felizes, sendo médicos, fisioterapeutas, modelos, engenheiros, cantores, vendedores, chefs de cozinha, garçons, atendentes, sendo quem vocês desejarem ser. Que cada um seja cada dia uma pessoa melhor.
   E vocês, como se imaginam daqui a 5 anos?
   Aguardo as últimas postagens!

2 comentários:

  1. Professora nós estamos fazendo o técnico em adm, e diversas vezes também nos fizeram essa pergunta, e se não me engano, todos responderam o mesmo que a senhora, crescer na carreira, aprender novas coisas... Mas conforme li seu texto, vi que hoje que a senhora alcançou suas metas, vê de uma forma diferente, com mais experiencia, e creio eu, que já é uma pessoa sábia, só por desejar não coisas materiais, que se desfazem com o tempo, mas sim por querer ser uma pessoa melhor, e deixar sua marca na vida daqueles que te conhecem. Isso serviu de muita inspiração para mim, e com certeza sei, como a senhora disse, no fim vale a pena! E de que vale ganhar o mundo inteiro (dinheiro, fama ..) e se perder ( ser infeliz, sem pessoas que o amam de verdade e não por ganancia ) não é ? . Ótimo texto ! Parabéns ! :)

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  2. Obrigada Sarah!
    Realmente, quando desejamos algo material e conseguimos vemos que aquilo é importante, mas não o ESSENCIAL, como dizia o "Pequeno Príncipe":"o essencial é invisível ao olhos"; aquilo que não se vê, que não se pega é o mais importante.
    Lembrei-me do conto que li com vocês na biblioteca: Lolo Barnabé, do casal que morava na caverna, achava que alcançaria a felicidade construindo coisas e depois descobrindo que a felicidade estava ali, entre eles, sentados ao redor de uma fogueira contando histórias...realmente eu vi durante esses anos que é bom alcançar um objetivo na carreira que escolhemos, mas, buscar valores e amar as pessoas ao nosso redor é que nos traz a verdadeira felicidade.
    Que bom que sendo tão jovem já tenha esta percepção!

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